Tudo o que você precisa saber sobre melasma

Tudo o que você precisa saber sobre melasma

19 Outubro 2022
Tudo o que você precisa saber sobre melasma
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Basta uma temporada de calor com alguns dia de sol e lá estão elas: manchas acastanhadas, pequenas ou grandes, sobre a pele do rosto. Estamos falando do melasma, uma característica mais comum do que se imagina. 

"Ele consiste em um distúrbio caracterizado pelo surgimento de marcas em tom de marrom, simétricas e assintomáticas, que acometem principalmente as regiões das bochechas, acima dos lábios, queixo e testa", explica a dermatologista Anna Maria Machado Ganem, de Brasília.

O primeiro passo para contornar essa disfunção é o diagnóstico. Só assim o médico dermatologista poderá indicar a melhor solução e os produtos que devem fazer parte da rotina.

O que causa o melasma? 

A causa, em si, ainda é desconhecida. Entretanto, diversos fatores de risco contribuem para o surgimento do melasma. O principal deles é a exposição solar, hábito que colabora tanto para o surgimento, quanto para os períodos de piora e recorrência do quadro.

"Pessoas com melasma possuem melanócitos hiperfuncionantes, que reagem na presença da radiação solar ou das luzes artificiais e produzem mais melanina que o normal", esclarece a dermatologista Hillane Rodrigues, da Bahia.

Existe ainda uma relação direta entre o melasma e as flutuações dos hormônios femininos. Não raro, ele aparece ou piora com o uso da pílula anticoncepcional ou na gestação. Em situações mais raras, também pode aparecer quando há o aumento do estresse oxidativo. "É aquele que ocorre nas células em consequência de esforços físicos intensos, uso de alguns medicamentos ou distúrbios psicológicos, como a ansiedade", explica Anna.

É verdade que o melasma atinge mais as mulheres? 

Sim! Entre 80 e 90% dos pacientes são mulheres. "Durante a fase reprodutiva, os níveis dos hormônios femininos em circulação aumentam e atuam como fatores que desencadeiam da doença", relembra Anna.

Melasma tem cura? 

Infelizmente, não. Ele é um problema crônico, mas controlável. Hoje, é possível mantê-lo adormecido com medidas adotadas para cada caso por um dermatologista.

Quais são os tratamentos disponíveis no consultório médico? 

Em geral, o plano de tratamento inclui a associação de produtos cosméticos e procedimentos em consultório, tais como:

Microagulhamento 

Neste tratamento, são utilizadas agulhas minísculas que criam pequenos orifícios na pele, provocando o estímulo da produção de colágeno. Em geral, é associado à técnica de drug delivery, isto é, aplicação medicamentosa nas pequenas lesões propositalmente causadas durante o protocolo. 

Peeling químico 

Trata-se da aplicação de ativos cosméticos de alta performance e concentração para provocar a renovação da pele em esfoliações ou danos controlados. É quando o organismo entende que foi atacado e precisa regenerar a região. O resultado varia conforme a substância adotada, mas, em geral, se dá pelo clareamento ou ações antioxidante e anti-inflamatória.

Mesoterapia 

Consiste na aplicação de determinadas substâncias por meio de injeções intradérmicas. O objetivo é, novamente, estimular a renovação celular de dentro para fora.

Lasers despigmentantes

 Feixes de luz ultrarrápidos atingem as partículas selecionadas por sensibilidade à cor. Eles fragmentam os pigmentos, que depois são eliminados naturalmente pelo organismo.

Como cuidar do melasma em casa?

 Além dos tratamentos clínicos, os cosméticos também são bem-vindos para cuidado em casa. O mais importante deles é o protetor solar — que, no caso de quem sofre com manchas fotossensíveis, deve ser com cor. Os pigmentos da base formam mais uma barreira física na pele, além do filtro químico. 

Ele é fundamental para dias ensolarados e passeios ao ar livre, é claro, mas também para realizar as tarefas cotidianas em casa, uma vez que luz visível e a iluminação artificial, como das telas, também funcionam como estimulantes.

Ativos antioxidantes, como a vitamina C, e uniformizadores, como a niacinamida, também ajudam gradativamente a homogeneizar a pele.

Fonte: Uol